Chega Benítez, Sai Tchê Tchê. Boa para o São Paulo?
Chega Benítez, Sai Tchê Tchê. Boa para o São Paulo?
Na atual conjuntura, faz sentido sim o empréstimo do jogador Tchê Tchê para o Atlético. Em seu plantel o Tricolor conta com dez meio-campistas (Luan, Igor Gomes, Sara, Liziero, Nestor, Dani Alves, Hernanes, as contratações Benítez e William, além de Tchê Tchê), além do mais, de acordo com o jornalista Jorge Nicola, existe um acerto entre São Paulo e Nacional pelo volante Gabriel Neves. E isso tudo para apenas 3 vagas no time titular.
Mesmo sem entrar no mérito financeiro e levando em consideração a maratona que haverá nesta temporada, não faz sentido manter tantos jogadores para um mesmo setor. Tchê Tchê tem a vantagem de jogar na lateral-direita também, mas a contratação de Orejuela também o fechou esta possibilidade.
Agora, a negociação deixa de fazer sentido quando analisamos quem o São Paulo trouxe para o seu lugar. Não estou falando sobre William, pois apresenta um vigor físico e capacidade de retomar a bola muito maior que o do camisa 8 , característica que faltou no time da temporada passada. A questão a ser respondida pelos responsáveis pelo futebol do clube é: por que preferir Benítez a Tchê Tchê?
No senso comum, um é meia(o tal do enganche) e o outro é volante, mas aprofundando a análise, ambos se dão melhor fazendo a mesma função: terceiro-homem de meio-campo, se apresentando na meia cancha, no momento da saída de bola para levar a pelota até os homens mais de frente. O argentino é um terceiro-homem articulador, já o brasileiro de ligação. O primeiro com maior QI de jogo e técnica mais apurada, o segundo com maior movimentação, mais vigor e melhor recomposição.
Até aí tudo bem, pode se argumentar que o estilo do reforço casa melhor com proposta de jogo. Entretanto a argumentação não é suficiente, levando em consideração os seguintes fatos relacionados ao desempenho dos dois no último Brasileirão.
Primeiro, a capacidade de produzir gols e assistências. Não é a atribuição principal de um jogador dessa função, contudo os jogadores mais avançados acabam tendo mais espaço caso este outro meia também leve perigo à meta adversária. Sendo o principal meio-campista do Vasco da Gama, Benítez fez apenas dois gols. Tchê Tchê, que na maior parte do campeonato jogou como primeiro-homem do meio de campo, fez o dobro, alguns importantíssimos ali na reta final. Em assistências os dois ficaram empatados.
Outra questão a se levar em consideração é a questão clínica de cada um. Tchê Tchê jogou 34 das 38 partidas do campeonato, só desfalcando o clube 3 vezes por suspensão e uma por estar com COVID-19. Já o argentino, jogou dez jogos a menos, ficando um bom tempo fora de combate por conta de lesões musculares.
Na parte defensiva, onde se concentram as principais críticas a Tchê Tchê, o desempenho de Benítez é muito semelhante, não rouba bolas e também desarma pouco, só que cobre uma área menor de campo, segundo o mapa de calor de cada um no app SofaSocre.
E por último, tem a questão de reforçar um rival direto, numa posição carente e que o mercado apresenta poucas opções de qualidade.
Caso os principais jogadores de meio do São Paulo consigam suportar a maratona de jogos, nem Benítez tampouco Tchê Tchê seriam fatores cruciais, todavia como suplente, pelo que mostraram até aqui, o Tricolor do Morumbi perde com a troca.
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