Grêmio elimina São Paulo e chega na final da Copa do Brasil. E agora?
A classificação do Tricolor Gaúcho sobre o Tricolor Paulista foi heróica e redentora para o time comandado por Renato Portaluppi, entretanto, os dois clubes saem desse duelo com interrogações que os rodearão nesse final de temporada.
Começando com o eliminado, o São Paulo, que fora o protagonista nos dois jogos, apesar de ter conseguido apenas duas chances criadas nos 180 minutos. O motivo da inoperância ofensiva foi uma preparação estratégica inocente feita pelo treinador da equipe, onde não foram apresentadas alternativas táticas para incomodar a defesa de um adversário que já deixava claro que abdicaria de seu estilo para promover o anti-jogo.
Mais uma vez, apesar do excelente desempenho em outros quesitos inerentes à função de treinador, Fernando Diniz não se mostrou um grande estrategista, trazendo assim o impacto de mais uma eliminação para um rival menos qualificado que seu time. A chegada de Muricy Ramalho pode ser fundamental para ajudar Fernando a desenvolver essa qualidade, embora nos pontos corridos ela faça menos diferença e não será o fiel da balança para o clube conquistar o título brasileiro.
O que pode impactar a equipe do Morumbi no campeonato nacional é sua fila de 8 anos sem título, trazendo uma pressão psicológica que iniba a confiança dos jogadores e os induza a mais erros, já que no estilo de jogo do seu técnico o time se coloca em muitas situações incômodas. Nas partes técnica, física e tática nenhum adversário se coloca acima do São Paulo, agora é cuidar bem da parte emocional para perseguir a tão sonhada taça.
Já o classificado Grêmio, conseguiu esse feito jogando de uma maneira que pode ser eficaz, contudo, não reflete a qualidade do elenco, tampouco se mostra uma estratégia sustentável para conquistar a Copa do Brasil, pelo perfil do adversário da final, que gosta mais desse jogo físico. Logo o técnico Renato Gaúcho deverá apresentar um plano de jogo mais sofisticado.
A dúvida que o Imortal deixou é se o clube utilizou tal estratégia tacanha, por ser a melhor maneira para derrotar o oponente ou se era a única que seria capaz de colocar em prática, pois já vimos outros clubes vencendo o São Paulo, utilizando estratégias que além de terem sido defensivamente muito bem sucedidas, foram capazes de oferecer aos jogadores inúmeras chances de gol, casos do Corinthians, River Plate, LDU e Lanús. Até o próprio Mirassol, montado as pressas, com jogadores que sequer treinaram juntos, foi capaz de oferecer mais perigos ao time de Diniz.
Logo, o mérito da classificação às finais entra muito na conta da direção do clube, hábil em manter jogadores importantes por um longo período e em criar um ambiente de tranquilidade com poucas mudanças ao longo dos anos e principalmente aos jogadores que mantiveram a concentração em todos os minutos da eliminatória. Se Victor Ferraz não tivesse perdido um gol inacreditável, seria perfeito o cumprimento da estratégia. Pouco do mérito fica para o comandante que não apresentou nada de especial nessa disputa.
Cada clube agora segue seu caminho, dois jogos para o Grêmio e onze para o São Paulo, cabe a eles encontrar respostas a essas questões para chegarem fortalecidos na disputa da Copa e do Campeonato Nacional, respectivamente.
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