Flamengo com Ceni muda de estilo, porém não sai do lugar
A sucessão de Domenech Torrent no Flamengo se mostrava necessária, pois o sistema defensivo Rubro-Negro estava completamente fragilizado e logo à frente o clube disputaria duas decisões: oitavas de final da Libertadores e quartas de final da Copa do Brasil, além da reta final do Brasileirão, onde o clube também tinha boas chances de defender o título.
Perguntado sobre como resolver os problemas defensivos, Dome dizia que pouco poderia fazer pois se tratavam de “erros individuais”. Mas ficava cada vez mais claro que algo acontecia na Gávea, por não ser comum um time com tantos jogadores já experientes e com boa qualidade técnica, cometer repetidamente tantos erros.
Rogério Ceni foi o escolhido para assumir o cargo após a saída do espanhol e tinha como missão ajustar a defesa do Mengão para as eliminatórias que viriam a seguir. Para isso partiu de uma ideia com sentido naquele momento: retomar o sistema de jogo que consagrou aquele time, ainda com Jorge Jesus no comando, seria a melhor maneira para minimizar os equívocos cometidos pelos seus jogadores.
Ontem com a derrota por 2x1 de virada para o Fluminense, Rogério ao atribuir a derrota por ter tomado “gols que são impossíveis de treinar” (outra maneira de dizer “erros individuais”) acaba admitindo sua incapacidade até o momento em solucionar o problema que o trouxe a ser o técnico do time com principal investimento do país.
Vamos lembrar também que as duas eliminações do Fla foram marcadas pelos “erros individuais”: na Copa do Brasil as chances claríssimas perdidas do primeiro jogo e a tentativa de drible do goleiro Hugo Souza que acabou virando gol do São Paulo, já na Libertadores as expulsões de Thuller e Rodrigo Caio e as falhas tanto na Argentina quanto no Maracanã foram cruciais para as classificações de seus rivais.
Entretanto já faz um tempo que Ceni traz à tona nas entrevistas uma outra questão que assola o Flamengo. Na entrevista de ontem disse que o clube não venceu porque acabou ficando fragilizado psicologicamente após o gol de empate do Flu. Todavia, essa vem sendo uma justificativa constante do treinador, que acaba mostrando também sua inabilidade de resolver tal questão.
Já está claro que apenas retomar o sistema tático antigo, não é suficiente para colocar o Rubro-Negro no caminho das vitórias, cabe então ao comandante mostrar sua criatividade e capacidade para encontrar as soluções, pois paciência e trabalho à longo prazo não são conceitos conhecidos pelos dirigentes brasileiros.
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