VAR consolida monopólio da arbitragem em relação ao resultado do jogo

 VAR consolida monopólio da arbitragem em relação ao resultado do jogo


O único esporte popular que resolveu adotar o modelo VAR para sua arbitragem foi o futebol e não é à toa ser este também o desporto onde o uso da tecnologia é mais questionado. Importante que partamos de uma premissa clara: a tecnologia tem muito a contribuir com a arbitragem. Só que não da forma como está sendo utilizada.


A regra do futebol sempre foi clara distinguindo o erro de fato do erro de direito, sendo, de grosso modo, o primeiro de interpretação do lance e o segundo de desconhecimento da regra. Todavia o clube só poderia questionar a decisão do juiz se a falha cometida fosse do segundo tipo, apesar de quase a totalidade dos lances reclamados serem do primeiro.


Assim fazia-se óbvio encontrar um meio de contestação de tais equívocos, enquanto ainda fosse possível revertê-los, trazendo uma maior credibilidade ao resultado do jogo. E a entidade guardiã das regras do futebol, ao invés de dar essa ferramenta de contestação aos protagonistas da partida, acabou dobrando o poder de quem já o tinha.


Tanto no vôlei, quanto basquete, beisebol e futebol americano, outros esportes coletivos populares, o time que se sente prejudicado tem o direito de desafiar a chamada do juiz, sempre com regras bem definidas para que essa possibilidade não seja usada de forma a atrapalhar o andamento do jogo. Além do mais, o árbitro só reverterá sua decisão caso as imagens o tragam certeza de que ela merece correção. Não sendo necessário uma equipe de arbitragem adicional, apenas alguns profissionais para selecionarem as imagens que o juiz solicitar.


Verdade seja dita, o modelo VAR diminuiu a quantidade de desacertos recorrentes, entretanto eles continuam ocorrendo em diversas partidas e algumas vezes revertendo uma decisão correta em errada. Além de outras mazelas que acontecem em muitos casos de reinterpretação das jogadas por aqueles que estão no ar condicionado e veem o lance em câmera lenta.


Já dentro de campo os jogadores continuam simulando e reclamando exacerbadamente a cada lance, o que funciona basicamente como o desafio que ocorre no modelo dos outros esportes, só que esse não tem regulação nem contrapartida e atrapalha muito o caminhar do jogo, que por muitas vezes é parado por minutos em lances que nem sequer polêmicos foram.


Portanto se torna fundamental usar a tecnologia de forma que aqueles que são prejudicados possam questionar àqueles que tenham o poder de decisão, tanto para minimizar os erros, quanto para melhorar a fluidez do jogo. 


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