Com os pés no chão, Corinthians retoma seu consagrado estilo para tentar voltar a ser vitorioso.
Com os pés no chão, Corinthians retoma seu consagrado estilo para tentar voltar a ser vitorioso.
Na sua primeira eliminatória, o Corinthians de 2021 se mostrou bem mais consciente de sua situação que o de 2020. Aquela ideia de revolução com a chegada de Tiago Nunes e Luan, onde o time deixaria de praticar o estilo que o levou ao topo do mundo, para um futebol que encantasse os críticos e torcedores, se mostrou um completo fracasso e foi corretamente abandonada.
O futebol não foi feito para ser espetáculo televisivo, com o encanto do público e audiência como métricas. Foi concebido para que fosse uma forma lúdica de simbolizar a batalha entre duas agremiações, onde a glória máxima é a vitória. Em vista disto, o clube do Parque São Jorge acerta em retomar seu perfil antigo, já que seus principais jogadores se encaixam melhor nele.
Até a metade da escalação, o Timão é empolgante: Cássio; Fágner, Jemerson, Gil e Fábio Santos. Empolgante, porém com limitações, já que Cássio e Gil são jogadores que têm dificuldade em jogar um futebol mais moderno e complexo, apesar de num modelo mais conservador, apresentarem um ótimo desempenho.
Do meio pra frente, o clube não apresenta sequer uma certeza, são todos jogadores absolutamente medianos como Camacho, Ramiro e Mateus Vital, outros com grandes qualidades, seguidas de gigantescos pontos fracos, caso de Cazares, Otero, Cantillo, Jô e ainda as promessa difíceis de acreditar: Léo Natel, Xavier, Roni, entre outros.
Com esses setores cheios de incertezas, privilegiar o sistema defensivo parece uma estratégia interessante. Foi o que vimos contra o Salgueiro, um Corinthians jogando com suas linhas baixas, deixando sua linha defensiva bem protegida e não a estimulando correr riscos na saída de jogo, abusando assim dos chutões.
Contra o clube pernambucano a estratégia funcionou, um 3x0 sem brilho, contudo deixando o adversário impotente a grande maioria da partida. Agora, pensando no restante da temporada, a evolução terá de ser grande, para se almejar alguma conquista. A equação não é nada fácil de ser elucidada, deve ser algo próximo a arriscar um bocadinho mais na parte defensiva, mesclar os jogadores do meio campo e ataque sempre de acordo com o momento que vivem e com o adversário do dia, além de usar e abusar da bola parada.
Com o plantel montado, cabe ao cluber criar um ambiente competitivo dentro do seu elenco e atuar de forma pragmática, jogando sempre que possível de forma a inibir que seu adversário jogue da maneira preferida, o tal jogo reativo. Alguns dizem: “mas jogar assim só vale se vier a vitória”. No caso do Timão, é jogar assim para ter alguma chance de vencer.
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