Rogério Ceni, Flamengo e São Paulo - Entenda este triângulo amoroso!
Após eliminações vexatórias na Libertadores e Paulistão, além de um começo desanimador no Brasileirão, a torcida do São Paulo já estava de olho na mudança presidencial no clube e foi vendido à ela que assim que Leco saísse do Morumbi, com qualquer que fosse o novo presidente, Rogério Ceni iria desembarcar para conduzir o Tricolor de volta ao caminho das vitórias.
No programa de entrevistas Bola da Vez, do canal ESPN, exibido durante a pausa do futebol devido à pandemia, Rogério teve que escolher entre três opções: 1) Voltar ao São Paulo para disputar uma Libertadores - 2) Dirigir a Seleção Brasileira numa Copa do Mundo - 3) Treinar um clube nas principais Ligas Europeias. E sua escolha foi pela terceira opção.
Podemos enxergar como é difícil para sulamericanos em geral e principalmente para brasileiros, conseguir cruzar essa fronteira. A maioria daqueles que conseguem, anteriormente tiveram vida como jogadores na Europa, casos de Pochettino e Simeone ou de Juninho Pernambucano e Edu Gaspar, hoje em cargos de direção em clubes onde jogaram no passado. Para Rogério conseguir um emprego no topo do futebol mundial fica ainda mais difícil por ter feito a escolha de passar sua carreira completa em seu clube de coração.
Como conseguir então chegar ao objetivo? Fazendo um trabalho de excelência aqui no Brasil e conquistando inúmeros títulos que chamem a atenção de clubes pequenos ou médios de fora do país. E onde essa missão é mais palpável? São Paulo ou Flamengo? Hoje, claro que no Rubro-Negro.
Logo, a escolha de Rogério fez todo o sentido para suas ambições, porém para o torcedor do Tricolor Paulista foi uma punhalada no coração, pois (bem lá) no fundo o torcedor sabe que foi trocado por algo melhor. A raiva que muitos são-paulinos sentem pelo maior ídolo de seu clube, é o resultado das péssimas administrações na última década capazes de diminuir a atratividade do São Paulo. Ao passo, que no Flamengo ocorreu o contrário, acabou se tornando um lugar irresistível para qualquer um que quer ter sucesso e projeção.
Desde que assumiu o cargo, Ceni faz de tudo para agradar dirigentes e torcedores, falando aquele clichê de colocar a foto na parede, encampando discursos conspiratórios dos dirigentes e exaltando o maior patrimônio do clube: a sua torcida, a Nação Rubro-Negra! O ex-goleiro se vê em necessidade de provar a todo momento que é um funcionário leal, que está de fato vestindo a camisa do clube (mesmo que fique claro a forçação de barra), para tentar vencer a antipatia que sua figura carrega, afim de conquistar tempo suficiente no cargo para poder mostrar o grande treinador que acredita ser.
Já o torcedor do São Paulo fica cada vez mais transtornado, como aquele sujeito da música Liberdade Provisória de Henrique e Juliano, que termina o relacionamento com a moça e depois começa a surtar quando percebe que a vida dela prosseguiu bem sem ele. O ciúmes agora “tá dando porrada” nos tricolores.
Rogério Ceni representava mais que lealdade ao clube tricolor, traz tb os "anos dourados" do São Paulo e talvez seja isso que o torcedor tanto fantasia, que a volta de Ceni com títulos. P/ quem não torce é fácil dizer "toca o barco", mas como se diz por aí... "coração tem razões que a própria razão desconhece".
ResponderExcluirMas seja lá em qualquer nível de relação, posse não é saudável...