Diniz: Gênio ou Louco?

Num futebol tão conservador como o brasileiro, onde as cinco estrelas se tornaram um peso tão grande que acabam abafando qualquer nova ideia, um técnico se destaca pela sua maneira única de entender como deve ser montado um time de futebol: Fernando Diniz. Gênio ou louco?

Muitas vezes se torna bem difícil diferenciar a loucura da genialidade. É como se as duas caminhassem próximas e apenas uma linha muito tênue as dividisse, ou até que não exista alguém totalmente gênio ou totalmente louco, mas momentos de genialidade ou loucura. E o que diferencia a loucura da genialidade, a não ser os olhos de quem está vendo?


Nos esportes, diferente das artes, existe uma régua para definir se tal sujeito é genial ou se é um maluco: o resultado. Quando ganha é gênio, se perder é louco. 


Bielsa talvez seja personificação disto, começou a carreira como genial ao vencer dois campeonatos argentinos e chegar a final de uma Libertadores com o Newell’s Old Boys, mas logo foi entitulado como Loco Bielsa ficando anos e anos sem entregar resultados. Hoje, entretanto, novamente tem seu status de gênio reconhecido, após o título da Championship com o Leeds United.


Pela dificuldade extrema de analisar Diniz, muitos analistas acabam o amando e muitos o odiando, muitos dizem que o São Paulo só briga pelo título por sua causa, já outros tem certeza que o clube chegou nesta posição apesar dele. Entre os torcedores ainda existe aqueles que amam e o odeiam alternadamente, dependendo sempre do placar do jogo.


A questão é que novamente o São Paulo chegou numa situação onde precisa se provar: a gordura acumulada não existe mais e ainda joga contra quatro adversários diretos(Internacional, Grêmio, Palmeiras, Flamengo) nos últimos oito jogos. 


O diagnóstico está perto de ser obtido pelo (in)justo Dr. Resultado, será então Diniz um gênio ou um louco?


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