Responsabilidade de Rogério Ceni na eliminação Rubro-Negra

 Rogério Ceni foi duramente criticado após a eliminação do Flamengo nas oitavas de final da Copa Libertadores contra o Racing após cobranças de pênalti. Até foi discutido se não seria melhor ter mantido a antigo treinador.

 

A meu ver o trabalho de Ceni, especificamente no jogo de ontem foi correto. Nos quesitos estratégico e tático o Rubro-Negro foi dominante em relação ao oponente durante os noventa minutos. Já as suas substituições demonstraram sua rara leitura de jogo e coragem.

 

Para a torcida do Fla existe um décimo primeiro mandamento: “Não tirarás Éverton Ribeiro e Arrascaeta!”. Até porque das vezes anteriores que algum treinador ousou tirar os dois, o desempenho do Mengão decresceu no jogo.

 

Mas ontem as mudanças feitas após a expulsão e consecutivamente o gol sofrido, foram fundamentais para o clube carioca manter o controle sobre o adversário e criar mais três ótimas chances de gol, inclusive atingindo o objetivo possível daquele momento que era levar o jogo à disputa de penalidades.

 

Então podemos eximir a responsabilidade do treinador na eliminação? Claro que não! Rogério demonstrou uma grande inabilidade até aqui na gestão emocional de seus zagueiros. As falhas e expulsões não foram eventos isolados, pelo contrário, mostraram que as diversas trocas feitas no setor só abalaram a confiança dos jogadores.

 

O treinador assumiu o time sabendo a importância da classificação aos objetivos do clube e à honra de seus torcedores, só que não foi capaz de levar um time preparado psicologicamente o suficiente para atingir tal realização. Todavia, mostrou neste duelo seu distinto conhecimento tático e estratégico além de um grande potencial na carreira.

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